segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mantega defende desoneração de elétricas


Por Eduardo Laguna

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apontou hoje a necessidade de desonerar as empresas do setor elétrico, como forma de baratear os custos da cadeia produtiva com energia.

"Não podemos continuar com uma das energias mais caras do mundo", afirmou o ministro."Em algum momento vamos ter que verificar como fazer para desonerar (o setor)", acrescentou Mantega, durante entrevista a jornalistas no Congresso Brasileiro do Aço, organizado em São Paulo pelo Instituto Aço Brasil.

O chefe da pasta, no entanto, disse que o governo federal não pode trabalhar sozinho nesse sentido, dado que os maiores tributos no setor se concentram na esfera estadual.

Mantega também fez declarações sobre a desoneração das companhias elétricas em palestra, durante o evento, sobre medidas alternativas à elevação dos juros no combate à inflação.

"Existe uma incidência muito alta de tributos sobre energia elétrica e, por isso, ela está muito cara no país, o que atrapalha toda a produção", afirmou.

"É uma questão de honra que o Brasil mantenha a inflação", disse o ministro, que ainda recomendou ao próximo governo a continuidade de políticas destinadas à manutenção do crescimento da economia com sustentabilidade.

Nesse sentido, Mantega disse preferir uma taxa de expansão da economia entre 5,5% a 6% neste ano, apesar de algumas análises que apontam para um crescimento de 7%, o que o ministro vê como pressão de bancos para influenciar a elevação da taxa de juros.

"Queremos um crescimento que não crie desequilíbrios macroeconômicos", disse, citando na sequência, ciclos de expansão econômica financiados por aumento da dívida pública ou que geraram elevadas taxas de inflação.

Fonte: Valor Econômico

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