O Ministério da Fazenda quer envolver os governadores na discussão das medidas de estímulo à competitividade da indústria e pedirá a redução de alíquotas do ICMS. Essa informação foi dada ontem pelo ministro Guido Mantega aos empresários na reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC). "Os governadores vão entrar na dança", comentou Mantega ao garantir que o governo fará "o jogo combinado". Essa foi a primeira reunião do GAC, que, mais uma vez, reforçou os apelos para que o governo não postergue as medidas de estímulo à competitividade. A única medida anunciada foi a continuidade do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), que terminaria no fim de março. Os empresários repetiram as queixas da falta de competitividade, pediram a continuidade de obras, alertaram para o risco de desindustrialização e decretaram que a atual taxa de câmbio é insustentável para o setor exportador. Mantega fez um discurso com a preocupação de mostrar que o governo Dilma está empenhado em equacionar essas dificuldades e foi reforçado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Pimentel não participou de toda a reunião, mas foi aplaudido ao garantir aos empresários que está atento às demandas do setor. Segundo ele, o governo não vai postergar as decisões, mas é preciso amadurecer as medidas. "Está anotado o sentido de urgência na defesa comercial e na questão da área cambial", disse. Apenas os ministros da Fazenda e do Desenvolvimento falaram sobre a estratégia do governo. O presidente do BC, Alexandre Tombini, permaneceu calado. Ele e os empresários ouviram com atenção o discurso de Mantega, que acenou com o corte nas despesas do governo para abrir espaço para a queda da taxa de juros. O ministro não detalhou, mas o entendimento do BC é que a coordenação das expectativas em relação à alta da inflação só estará garantida em julho. Segundo fontes, no primeiro semestre os índices ainda estarão refletindo a aceleração iniciada no ano passado. Mantega disse que a política fiscal será aliada da política monetária, embora tenha garantido aos empresários que os cortes no Orçamento não vão penalizar os investimentos. Ele deu essa segurança ao presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, em resposta ao apelo para que o governo poupasse os investimentos em infraestrutura.
Fonte: estadao.com.br
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