domingo, 5 de abril de 2009

Empresas ficam isentas de IPI sobre insumo usado em produtos destinados ao exterior


As empresas exportadoras vão ficar livres do recolhimento do Imposto sobre Produtos industrializados (IPI), PIS/Pasep e Cofins sobre compras feitas no mercado interno ou na importação de insumos, desde que sejam utilizados na industrialização ou elaboração de produto a ser exportado.

O "drawback integrado", novo regime tributário que beneficiará as empresas exportadoras em geral, incluindo as que operam com produtos do agronegócio, foi regulamentado por portaria conjunta do Ministério da Indústria e Comércio e da Receita Federal, publicada ontem no "Diário Oficial da União". A medida entra em vigor em 45 dias.

Para o secretário do Comércio Exterior, Welber Barral, essa é uma grande conquista para o setor do agronegócio exportador. "Esse segmento da economia contribui muito para o desempenho da balança comercial brasileira e agora poderá usufruir de um sistema que reduzirá a incidência de tributos federais sobre os bens exportados", ressaltou.

Barral analisou a importância da medida em tempos de crise econômica. "Diante do cenário atual de redução de demanda mundial, a colaboração do governo federal para o aumento da competitividade dos nossos produtos em mercados externos é fundamental."

Os setores mais beneficiados serão a avicultura, suinocultura, frutas, algodão, vinhos, mel, lácteos e outros que utilizam milho, soja, rações, medicamentos e embalagens e outros insumos do processo produtivo.

Empresas e cooperativas ficarão desobrigadas de recolher os impostos relacionados na portaria. Atualmente, elas recolhem e aguardam posterior devolução. O novo regime representará alívio no fluxo de caixa na proporção do custo de produção de cada segmento. O percentual relativo ao PIS/Cofins é de 9,25% e do IPI, 5%.

(Fonte: Valor Econômico, de São Paulo, 03/4/2009)

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